Hoje gostava de olhar para este dia e não desejar que já tivesse passado.Gostava de o disfrutar,saborear,envolver-me com ele como se envolvem dois amantes despreocupados com o mundo que corre lá fora.
Olhar-lhe nos olhos e dizer sem reservas amo-te.
Quero disfrutar-te até ao ultimo raio de Sol.
Aproveitar a frescura da tua manhã,da humidade das primeiras horas,sentir o teu aquecimento progressivo e viajar com o meu olhar aproveitando a boleia das nuvens que passam.
Perder a consciencia de onde estou e para onde me dirijo e simplesmente .........sentar-me no seu colo e deixar que me passei por onde lhe aprouver.
É assim que concebo o ideal dos meus dias.
Será isto um pensamento despropositado.
A aceitação da realidade confronta o desejo de um ideal.
A presunção de moldar a vida a nós transporta em si um peso de vaidade que contraria a simplicidade da aceitação.
Seres infinitamente pequenos que somos a julgar que o Sol gira em torno de nós.
É reconfortante mas não deixa de ser uma vaidosa presunção.
Admiro intensamente as pessoas que aceitam a sua vida nos bons e nos maus momentos com a mesma graciosidade.
São estes humildes seres em que me tento inspirar pela leveza que transmitem.
Nesta leveza guardam um dos segredos mais importantes da vida.
Em cada dia derramam pétalas de flor no rio da sua existencia .
E as margens deste rio como se alargam para que tudo flua mais livremente.
Como se tornou tão complexo abraçar a simplicidade?
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